Para uma veraz interpretação das Escrituras Sagradas é preciso que o Teólogo busque de forma esgotante o posicionamento que o próprio Deus assume em sua santa e inerrante palavra. Mas para que o exegeta alcance esse posicionamento é necessário abster-se de toda e qualquer influência externa, detendo-se apenas: no que Deus falou, quando falou, porque e para quem falou, após a extração dessas santas premissas será possível a construção veraz de uma interpretação infalível.
Ao longo do tempo e em todo campo Teológico, teses, conceitos e teorias vem sendo apresentadas pelos Teólogos, eruditos e estudiosos sobre os mais diversos assuntos. Como resultado da crescente massa interpretativa, temos hoje uma amálgama interpretação das Escrituras Sagradas; O grande erro não está na massa, mas nas bases fundamentais de onde se originam as pseudas interpretações. Só existe uma base e um único fundamento sobre os quais se deve construir uma interpretação, essa base assim como esse fundamento não podem ser abstratos ao agente principal da Teologia, que é o próprio Deus, uma vez que o termo Teologia tem seu significado compreendido como “Estudo de Deus”; Qualquer interpretação emanante de bases e fundamentos abstratos ao próprio Deus, devem ser contestadas e qualificadas como, desprovidas de verdades e heréticas.
Estudar Teologia implica em formar conceitos e estabelecer opiniões, tendo como fonte principal as Escrituras Sagradas. Não há na teologia uma estrutura absoluta no que diz respeito a sua interpretação, a relativização nas interpretações advém das inúmeras instituições religiosas e acadêmicas, além das influências externas, como: Filosofia, Antropologia, cultura e movimentos seculares que agem e atuam como subsídios, no auxilio, desfecho e finalização das divergentes interpretações. Toda estrutura teológica tem que ter uma base, não existe estrutura desafixa, por tanto, a fixação estrutural de uma interpretação teológica terá sempre uma base, sobre a qual se fundamenta as interpretações, essa base determinará o pressuposto promovido por essa concepção. As divergências que giram em torno da Teologia sempre ocorrem em função das ideologias e intentos pessoais, que visam entre outras coisas, domínio, liderança e controle intelectual sobre os que aderem à forma interpretativa, de seus expositores.



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